O cantor baiano Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador. Um dos nomes conhecidos da axé music, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin, tipo B, diagnosticado em 2025. A informação foi divulgada pela imprensa baiana e confirmada por sua equipe.
Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho construiu uma carreira marcada por músicas que embalaram carnavais, micaretas e festas populares em diferentes regiões do país.
A trajetória de Netinho ganhou projeção nacional no fim da década de 1980, quando assumiu os vocais da Banda Beijo. Com o grupo, popularizou a música “Beijo na Boca”, que ajudou a consolidar seu nome no cenário musical baiano.
Em carreira solo, o cantor alcançou ainda mais destaque com “Milla”, canção que se tornou um dos grandes clássicos do axé music e atravessou gerações. Seu repertório também inclui sucessos como “Estrela Primeira”, “Menina” e “A Vida é Festa”.
Com seu estilo animado e presença nos palcos, Netinho tornou-se uma figura associada à história do Carnaval da Bahia e à expansão nacional da música produzida no estado.
Netinho tornou público o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em 2025. Desde então, passou por diferentes etapas de tratamento e compartilhou informações sobre sua saúde com os fãs pelas redes sociais.
A doença voltou a preocupar em 2026, quando o cantor precisou intensificar os cuidados médicos. Segundo informações divulgadas sobre sua morte, o quadro evoluiu para complicações renais e disfunção múltipla de órgãos.
Além da carreira como cantor, Netinho também se envolveu em projetos empresariais ligados à música, incluindo iniciativas de gravação e apoio a novos artistas.
Sua trajetória se confunde com um período de grande popularidade da axé music no Brasil, gênero que levou a energia dos trios elétricos e do Carnaval baiano para diferentes palcos do país.
















