O discurso contra baianos e nordestinos voltou a circular nas redes sociais após o primeiro turno das eleições de 2026. O caso mais recente envolve o economista e comentarista Rodrigo Constantino, que em vídeo publicado no dia 5 de outubro chamou a Bahia de “câncer do Brasil” e Salvador de “um lixo”, além de afirmar que os baianos seriam “uma vergonha para o Brasil” e que “ninguém quer trabalhar”.
Segundo o próprio relato no vídeo, a conclusão teria vindo após uma viagem ao interior da Bahia para uma feira literária, onde teria visto, numa segunda-feira às 11h30, pessoas em bares com violão e cerveja. Em outra publicação no X, escreveu: “O Brasil precisa de mais Paraná e menos Bahia, de mais Santa Catarina e menos Ceará”.
A Polícia Civil da Bahia instaurou nesta terça-feira (6) um procedimento investigativo para apurar possível crime de xenofobia e discriminação por procedência. O Ministério Público da Bahia também anunciou a criação de uma força-tarefa com Caocrim, Caodh, Nucciber e Promotoria de Direitos Humanos para apurar ataques do gênero após o pleito.
O episódio, no entanto, não é isolado. Ele repete um padrão registrado nas últimas cinco eleições presidenciais.
O histórico
















